sábado

igualdades de um banal

Tento ser igual, igual ao luar, puro e escuro. não consigo, a minha alma não é pura e o meu ser não é escuro. tento ser igual ao sol, brilhante e radioso. não consigo, a minha mente não é brilhante e o meu corpo não é radioso. tento ser igual a ti, perfeito e feliz. não consigo, porque é só a ti que dedico a perfeição e és o único ser no mundo capaz de ser sempre feliz. afinal, depois de várias tentativas descobri que sou apenas banal. e isso faz-me ser diferente ao mesmo tempo. sou igual a todo o ser humano, tento ser perfeito como o luar, como o sol ou até mesmo como a pessoa que amo, mas por muito mais que me esforce nunca conseguirei alcançá-los. sou banal, e admito-o. vivo uma vida igual a qualquer outra pessoa. não marco pela diferença. sou igual a tantos outros que com a sua banalidades se tornam irreverentes e marcam assim a diferença e assim, assim fogem "há lei da morte". não gostava de ser imortal, seria demasiado egoísta ver tudo o que gosto desaparecer. seria egoísta ver a sociedade decair aos poucos. sou feliz sendo mortal, vou morrer e a morte fascina-me...

1 comentário:

  1. Não és um simples mortal, não é um simples banal, és algo mais...És um "barão assinalado" és "engenho e arte", fostes, és e sempre serás algo mais.

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