sábado

Assassinato de Um Vampiro

Não sabia bem que dia era, nem minimamente as horas, mas sabia que era de noite. Havia nevoeiro e estava cerrado. As pernas sediam e a minha dependência de sangue aumentava. Enquanto caminhava, lambia as unhas por causa do sangue que se acumulava. Passaram por mim duas raparigas, embriagadas. O cheiro a sangue virgem arrepiou todo o meu corpo, fazendo-me sentir todos os meus ossos. Os caninos não se aguentaram e fui obrigado a atacá-las. Alimentei-me de uma mas a outra ofereceu resistência. Os seus olhos azuis profundos rapidamente se tornaram vermelhos cor de sangue, os caninos dela mostraram-se e ouvi os ossos do seu pescoço estalarem. Um movimento repentino com o cabelo fez-me achá-la bonita, até que tentou atacar-me. As unhas cravaram-se no meu rosto, fazendo-me recuar um passo. Não demorei a ripostar. Saltei-lhe para cima e aproveitei para me alimentar do seu sangue. Era sangue fresco. Sangue demasiadamente fresco. Não consegui parar até que ela me arrancou parte do meu cabelo. Ela alimentou-se de mim para recuperar forças. No meio de um mar de sangue, apercebi-me que estava a começar uma luta. Enquanto ela se alimentava tentei arrancar-lhe um dos membros. Os seus berros eram estridentes o que fez com que me voltasse a arrepiar. Ela ripostou com inúmeros ataques. Até que de repente, tive a sorte de conseguir chegar ao seu pescoço. Agarrei-o e com força, parti-o, rapidamente arranquei-lhe a cabeça, alimentando-me do sangue que restava.
Queimei os dois corpos e comecei novamente o meu caminho, agora com as pernas firmes e com a minha dependência acalmada, segui caminho com toda a minha roupa ensanguentada. 

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