terça-feira

as saudades marcam, cada vez mais. tenho saudade de escrever, saudade de olhar para o meu igualdades. motivos, não sei de que tipo, deixam-me incapaz de escrever. incapaz de recorrer a ti como o meu grande alivio. tenho saudades. saudades do tempo em que éramos felizes. quero voltar. mas não posso. não me deixam. desculpa se te sentes abandonado, desculpa se não consigo estar aqui quando precisas. Amo-te ! mais do que qualquer outro. um dia quero que todos entendam a minha ausência.

hoje, tive um sonho. um dos esquisitos, aqueles que se arrastam por muito tempo. por muito que não quisesse que ele acabasse acabou mais cedo do que eu esperava. não consegui perceber nem o fim. era uma história, uma daquelas que me usava como plano principal. Imaginei-nos sentados num banco de pedra, pedra bastante fria, aquele em que nos sentámos todas as semanas. eu agarrava-te a mão e não te deixava partir. mas por outro lado, tu querias ir. viver o que sempre sonhaste. no dia seguinte, cheguei ao banco e tu não estavas lá. estava um simples bilhete. algo que referia a tua ida para percorreres os teus sonhos. enviei-te cartas. durante um simples ano. nunca tive nenhuma resposta. continuava a ir, todos os dias àquele banco. mas tu não estavas lá. a pedra do banco tornava-se quente. a minha solidão tornava-se cada vez mais notável. olhava para o penhasco. aquele que se encontrava á minha frente.

Fui há nossa casa por um instante. ia buscar todas as fotografias que me faziam lembrar-te. ouvi o som de um carro. e de repente a luz apagou-se como se de outro sonho se tratasse. eras tu. diferente mas eras tu. ainda usavas o perfume que eu te dera. linda como sempre foste saíste de dentro do carro. depois, atrás de ti correram crianças na minha direcção. a partir daí acordei. não percebi bem o fim. mas quero que o sonho continue...

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